Jane Austen é sempre garantia de leitura agradável.
Escrita simples e objetiva, com pitadas de ironia e muito romantismo. Os diálogos
são bem construídos e o texto é muito bem amarrado.
Em Persuasão, a protagonista, rica e bem nascida, Anne
Elliot, é convencida pela família a encerrar o namoro com um rapaz pobre, Frederick Wentworth, que não trazia
nenhuma vantagem para a família de Anne. Anos depois, os dois se reencontram, ele um rico
e importante oficial da marinha, ela perdendo a juventude e em situação
financeira delicada. Ela, ainda apaixonada e arrependida, e ele? interessado em
outra...

O livro se distancia da historinha mamão com açúcar,
traz reflexão a respeito do significado da mulher na sociedade do final do
século 18 e início do século 19. Além disso, opõem-se aos preconceitos e normas
sociais da época.
Algo interessante, que me chama atenção em Jane
Austen, e nesse livro em especial, é a força dos personagens coadjuvantes. Tão
ricos quanto os protagonistas, tão bem desenvolvidos quanto. O que enriquece o texto e aproxima ainda mais o leitor da história.
Acho esse o livro mais romântico de Jane Austen, e é o meu preferido.
O melhor momento é o final, onde tudo é
esclarecido, perdoado e o amor acontece. Ops! contei o fim. (Alerta de spoiler atrasado)
“Não consigo mais ouvir em silêncio. Tenho de falar com você com os meios que estão ao meu alcance. Você traspassa a minha alma. Sou agonia e esperança. Não me diga que é tarde demais...” Frederick Wentworth para a amada Anne Elliot
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