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sexta-feira, 11 de maio de 2018

Vagabond #14 #15 #16 #17

Comecei um arco muito bom nesse volume 14, a história de Sasaki Kojiro.
Estava bem curiosa para conhecer o dono do certificado de quem Matahachi roubou a identidade. Encontrar um samurai surdo superou todas as expectativas.   

 A princípio estranhei um pouco a ausência do protagonista Musashi, mas a verdade é que Kojiro é um personagem tão impressionante que rivaliza em importância com o próprio Musashi. Depois desses volumes, confesso, não sentir falta de Musashi e até gostaria de continuar com Kojiro. Ao mesmo tempo, temo e desejo um encontro entre os dois. Não gostaria de ver Kojiro perecer pela espada de Musashi, mas, que embate incrível seria! Sei que esse encontro deles se dará mais cedo ou mais tarde, porém, desejo que seja bem mais tarde.

Nesses volumes, então, conhecemos um bebê órfão, criado por um samurai aposentado, Kanemaki Jisai. Acompanhamos o crescimento de Kojiro, a sua relação com a espada, com seu pai adotivo e com as pessoas do vilarejo onde mora. O início medonho nos confrontos com a espada e a relutância de seu pai em permitir que ele se torne um samurai. A surdez não é um problema, pelo contrário, aguça os outros sentidos, tornando-o mais forte.

Esse arco é o meu preferido até aqui, faz uma brincadeira muito interessante com o tempo e com a cronologia dos volumes. Volta muitos anos no passado para contar a origem de Kojiro, mas aqui e ali nos conecta com a trajetória de Musashi, como no momento em que dois agricultores conversam sobre a possibilidade de uma guerra próxima, que atrapalharia a colheita, uma referencia a batalha do início do mangá. Esses pequenos vislumbres da história de Musashi são para nos lembrar que a história é outra, que esses volumes são apenas um desvio da história principal. Também traz de volta o certificado que Matahachi encontra lá no início, revelando o seu real significado. E que surpresa a identidade do portador do certificado! Não dava pra imaginar que o desfecho do passado de Kojiro teria relação com o início da historia de Matahachi e Takezo. 

Preciso destacar um trecho belíssimo desse arco: a primeira batalha de Kojiro, numa praia sob a luz do luar. Contada de forma alinear, mostrando momento posteriores a batalha, com o sol nascendo, e voltando pra mostrar o desfecho do confronto, ainda sob a luz da lua. Muito bom!

"Aquele que desconhece o medo é o primeiro a morrer"

domingo, 24 de dezembro de 2017

Vagabond #12 #13 - Takehiko Inoue

A leitura desses dois volumes foram bem distintas, o volume 12 me agradou bastante, sendo um dos melhores que li até agora. Na verdade, achei esse volume impressionante. Paisagens lindas, montanhosas, florestas, tantos detalhes nas imagens que me senti teletransportada para aquele mundo e época. Achei perfeita a parte da escalada de Takezo no monte! desenho lindo! Outro aspecto que eu gostei foi de a história ter fugido um pouco de Takezo para mostrar os outros personagens. O que nos leva as outras cenas estonteantes, a do afogamento e a da morte inesperada. Esta último, chocante e tão cheia de significados. Gostava do personagem que partiu e senti bastante a morte dele, mais ainda pelo jeito que aconteceu. A respeito de Matahachi, não sei se sinto pena ou se acho graça. Depois de Takezo, ele é o personagem mais complexo da história. sem dúvida, um excelente personagem, cheio de defeitos, mimado, estúpido, mas também muito engraçado. Sente uma vergonha imensa do que se tornou, ao mesmo tempo não faz nada para mudar. Muito interessante.

Digo que o volume 13 não me agradou muito, mas só por que não gostei dos novos personagens em que o volume se foca: Kohei e Rindo são chatos e achei enfadonho ler sobe o passado de Kohei. A apresentação do personagem é muito boa e causa surpresa, assim como a luta (como sempre) é surpreendente. Gostei da história do Fantasma de Shishido Baiken, mas não me agradou a história do Deus da Morte! Apesar do início e meio chatinhos, o final desse volume foi maravilhoso. Uma das cenas mais engraçadas até então: o encontro de Matahachi e Takezo, se é que podemos chamar aquilo de encontro.

Outro fato chocante para mim foi descobrir que já se passaram 4 anos de história. Confesso que não reparei nisso, nem pensei muito a respeito. Mas agora me parece óbvio que o tempo tenha corrido dessa maneira, já que Takezo percorre o pais a pé, de cidade em cidade.

Dessa vez peguei apenas dois volumes de Vagabond, é tão tão bom que tenho receio de pegar todos e ler de uma vez, e daí acaba num instante. Consumir esse mangá aos pouquinhos tem sido uma experiência proveitosa e duradoura.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Lumberjanes: cuidado com o sagrado gatinho - Stevenson, Ellis, Watters e Allen

Recentemente li Nimona, HQ escrita por uma das autoras de Lumberjanes, e como havia gostado bastante resolvi me aventurar nessa outra história. Sendo uma história premiada e muito festejada, não achei que fosse me decepcionar.

Mas nunca pensei que fosse sofre para ler uma HQ, que são historias mais curtas e ilustradas, mas foi o que aconteceu. Achei Lumberjanes oca. Sem graça. Rasa. Não me identifiquei com as personagens, nem com as aventuras. Não impressionou em nada.

Dois comentários positivos: 1) o desenho. Muito bonito, colorido,
daqueles de impressionar e ficar olhando os detalhes do quadrinho. 2) o empoderamento feminino. Garotas independentes, aventureiras, destemidas e unidas.

Sei que é uma série e que talvez eu devesse dar nova chance lendo o segundo volume, mas não consigo.

Não pretendo continuar.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Ghost in the Shell - Masamune Shirow

A história se passa no futuro, no ano de 2029, e acompanha as missões da seção 9, um grupo antiterrorista, especializado em crimes cibernerticos e composto por ciborgues e humanos. A protagonista é a Major Motoko, uma ciborgue de personalidade despachada e com senso de humor apurado.

Não foi uma leitura que me agradou, apesar de alguns aspectos positivos que destaco mais adiante. Porém, reconheço que o assunto não me atrai, e desconheço muito do que se fala na história sobre robótica, inteligencia artificial e armamentos. Isso tudo deixou a história pra mim mais confusa e mais intrincada do que já é naturalmente. Também me incomodou bastante a maneira objetificada e fetichista como a protagonista é mostrada. Não só a protagonista, mas todas as personagens femininas dessa historia são exibidas nuas, em poses sensuais, erotizadas, em ângulos claramente direcionados para destacar certas partes do corpo feminino.

Além disso, não existe desenvolvimento de personagens, todos eles são apresentados de forma superficial. Não sei se foi intencional, já que a maioria é robô. Mas fica dificil se apegar a personagens sem substância. A leitura é cansativa, e só apresenta algum vigor na terceira e última parte, quando aparece o vilão Mestre dos fantoches.

Para os pontos positivos, destaco as notas de rodapé. O autor usa bastante esse recurso ao longo do mangá para conversar com o leitor sobre a própria obra, sobre ciência, filosofia e assuntos aleatórios. Pra mim, ficou sendo a melhor parte do livro, pois instiga algumas reflexões interessantes (como quando pergunta: Quais são os três maiores acontecimentos da humanidade? Eu diria: a roda, o fogo e a eletricidade.)

Outro aspecto interessante é a sociedade futurista em que a história é ambientada. Composta por humanos e robôs, tecnologias avançadas, etc. Também achei interessante existir uma certa hierarquia entre os robôs, sendo alguns considerados de “baixo nível”, conforme a tecnologia utilizada ou ano de lançamento. Infelizmente, nenhum desses aspectos é apropriadamente desenvolvido pelo autor.

Bom, o livro tem uma história confusa, que promete muito, mas entrega pouco. A leitura é arrastada, apesar de ser um  mangá (leitura de imagem, mais curta e mais rápida). A impressão que fica é que poderia ter sido uma grande história, mas que se perdeu em algum lugar entre roteiro e o desenvolvimento de personagens. 

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Vagabond #9 #10 #11 - Takehiko Inoue

A leitura de Vagabond tem sido maravilhosa e surpreendente. É um mangá de samurai, de ação, mas ao mesmo tempo é tocante, delicado e poético, sem ser piegas ou dramático. Os personagens coadjuvantes são carismáticos, cheios de camadas, crescem junto com o protagonista e alguns até disputam a preferência com Musashi. 

Nos arcos desses volumes, Musashi enfrenta os samurais da Casa Yagyu, justamente a família que acolheu Otsu, lá no início da saga. O chefe da casa é um velhinho muito fofo, conhecido pelo nome de O inigualável. Achei esse arco o mais divertido até agora, pois os planos de Musashi para conseguir desafiar o castelo são originais e bem criativos. Musashi é um samurai sem técnica definida, que se garante na luta apenas com o seu instinto e grande força, mas ele consegue compensar essa falta de técnica com ousadia, inteligencia e criatividade. 

Sobre os outros personagens, foi uma delícia rever Takuan. Posso dizer o mesmo sobre Matahachi, tem sido muito engraçado ler as histórias dele, da mãe e do tio. Otsu está crescendo de forma formidável, e está se tornando uma das personagens mais interessantes do mangá, principalmente depois da decisão de partir da Casa Yagyu. Jotaro, no entanto, é o ponto fraco, esse moleque ainda não desceu.

Pra quem gosta de lutas, confrontos, artes marciais, Vagabond é um deleite. Nenhum embate se repete, sempre tem alguma novidade ou uma situação surpreendente. É uma história que não dá pra prever o que vai acontecer. Também é uma história bonita, com metáforas lindas e dramas envolventes. Ah! e que desenho maravilhoso!

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Nimona - Noelle Stevenson

Nimona é uma história surpreendente, a começar por se tentar classificar o seu gênero literário: uma HQ de fantasia medieval com toques de ficção científica e romance de cavalaria.

A história começa quando a garota Nimona encontra o maior vilão de todos os tempos, Lorde Ballister Coração Negro, para ser sua comparsa. Mas mal começam as vilanias dos dois anti-heróis, descobrimos que Nimona não é bem uma garota qualquer e Coração Negro não é de todo vilão. Aos poucos descobrimos as várias camadas dos personagens, enquanto a amizade deles se fortalece.

Em meio a muitas reviravoltas, a autora brinca com clichês e surpreende com uma trama ousada e original. Além disso, sacode o leitor com escolhas pouco convencionais para os seus personagens, como por exemplo a protagonista fora dos padrões de beleza: gordinha, de cabelo moderno e colorido. Assim como, Coração Negro, um vilão ético, justo e que não gosta de machucar as pessoas.

Deixando de lado o maniqueísmo comum a essas histórias de mocinhos e vilões, a autora entrega uma protagonista doce e sensível, que decide finalmente assumir o papel de vilã, que lhe foi imposto pela sociedade. Em contraponto, Coração Negro interpreta o vilão, sem incorporar suas características. Temos aí uma dupla interessante.

Nimona é uma história muito fofa sobre amizade e confiança, em que nem tudo é o que parece ser. Recomendo a leitura altamente.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Vagabond #6 #7 #8 - Takehiko Inoue

Adoro histórias de samurais. Adoro os trajes japoneses. Adoro os costumes dessa época, Adoro todo o misticismo que envolve o samurai. Adoro essa conexão do samurai com a natureza, com o universo. A humildade, a honra. Enfim, tem sido fantástico ler Vagabond.

Mesmo para um leigo é fácil notar como é lindo o desenho do autor Takehiko Inoue. É de chamar a atenção! E acho muito divertido as conversas off com o leitor, entre um capítulo e outro. As vezes é uma curiosidade ou algo engraçado. Muito bom!

Esses volumes contam o arco que eu mais gostei até aqui, incrivelmente surpreendente e emocionante. Takezo já percorreu um caminho bem difícil para se tornar o melhor samurai. Enfrentou dois grandes adversários: Yoshioka Denshichirõ (falo desse arco aqui) e Inshun, o lanceiro do templo Hozoin. O primeiro teve seu desfecho adiado, e o segundo foi um combate espetacular.

Todo esse arco do templo Hozoin é formidável, o desenrolar inusitado do primeiro embate entre Takezo e Ishum foi incrível. Na verdade, os dois confrontos foram maravilhosos. Destaco a mudança da narrativa após o final do segundo duelo. Pois Inshun é apresentado na história como samurai invencível, inatingível. Ele é um personagem distante para Takezo e para o leitor também. Mas, em momento crucial, esse afastamento é desfeito e então somos apresentados ao verdadeiro Inshun. Magnífico! Depois de ler 8 volumes, pela primeira vez sentirei falta de um personagem.

Acho muito interessante que em diversos momentos vejo qualidades em Takezo, mas logo essas qualidades são desfeitas, se tornam fraqueza. Sinto que estou crescendo junto com Takezo, pois a lições que ele aprende, eu também aprendo. Posso enxergar o grande samurai que Takezo se tornará.

Pretendia enfatizar como foi boa a ausência de Matahachi, pois não gosto dele. Mas acontece ele faz uma aparição surpresa e surpreendente no último volume, que deixou um gostinho de quero mais.

A cada volume, sinto que cada arco da história de Vagabond vai superar o anterior. Que assim seja!

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Orange - Ichigo Takano (5 volumes)

Orange é um mangá curto, de apenas 5 volumes,  ambientado numa escola no interior do Japão.

A história começa com a chegada de uma carta do futuro, recebida pela protagonista Naho. Nesse mesmo dia, um aluno novato chamado Kakeru é apresentado na classe de Naho.  A carta do futuro trata justamente de Kakeru e dos arrependimentos da Naho do futuro, que foi incapaz de ajudar Kakeru e não conseguiu impedir que ele cometesse suicídio, meses depois.

Com a ajuda da carta do futuro, Naho precisa fazer de tudo para tornar a vida de Kakeru mais feliz, e vai, aos poucos, mudando o futuro dele (e o dela também), para evitar que a vida dele tenha o fim trágico alertado na carta.

Não gosto muito de dramas, prefiro correr de histórias que envolvem lágrimas e mortes. Mas esse mangá me chamou a atenção pelo debate sobre viagens no tempo, universos paralelos e paradoxo temporal, provocados pelo aparecimento da tal carta do futuro. Embora esse não seja o tema principal do mangá, e a explicação final sobre a carta ter deixado a desejar, a leitura foi divertida.

E o mangá é mto fofo! Naho é uma menininha que ainda não sabe expressar os seus sentimentos e se vê forçada a amadurecer mais rápido, a fim de ajudar o amigo a não morrer.  É um manga um pouco angustiante também, pois não sabemos se no fim ela conseguirá ou não salvar o amigo. A força da amizade verdadeira é o motor principal dessa história, o que ajudar a diminuir o peso do tema suicídio, dando ao mangá um ar mais leve e mais ameno.

Ao tentar dar um final feliz a história do amigo, Naho também aprende a importância de tratar bem as pessoas, de se esforçar e dar o seu melhor todos os dias. E também descobre que são as pequenas coisas que realmente importam, pequenos gestos, como um sorriso ou um bom dia, podem fazer a diferença na vida de outra pessoa.

Como toda boa história, Orange tem uns pontos negativos. Um lugar comum aqui, uma pieguice acolá, mas que de forma alguma vão estragar a leitura, e também não vão obstruir a cascata de lágrimas que aguardam o leitor no fim do quinto volume. 

domingo, 31 de julho de 2016

Vagabond #1 #2 #3 #4 #5 - Takehiko Inoue

Minha experiência com mangás não é muito extensa. Li o formidável Yu Yu Hakusho e alguns volumes do fofo InuYasha. Ano passado li um mangá de volume único, O cão que guarda as estrelas (resenha aqui). Esse ano, resolvi ir mais além: assinei a série Vagabond

Tenho vontade de ler muitos outros mangás, como One Piece e Rurouni Kenshin, por exemplo, mas escolhi começar com Vagabond por que essa historia é unanimidade e figura como obra prima. Todos os comentários e avaliações que li foram positivos. Depois de ter lido os 5 primeiros volumes, posso dizer que não me arrependi de ter feito a assinatura e a história excedeu as minhas expectativas.

Conhecemos Shinmen Takezo, o protagonista, no momento em que é derrotado na famosíssima batalha de Sekigahara. Mesmo sendo um sobrevivente da batalha, passa a ser perseguido por samurais caçadores de recompensas, que tem por missão prender ou matar os samurais do lado derrotado. Nesse cenário, começa a jornada de Takezo para ser o maior samurai de todos os tempos.

Meu personagem favorito é disparado o monge de merda, Takuan. Um monge bondoso, bem humorado, muito sábio e meio terapeuta. A velha Hon'iden também não fica atrás. Engraçada, peitica muito, vive em negação, e persegue Takezo.

Confesso que estou com dificuldade de lembrar os nomes dos personagens e os nomes dos templos, mas iniciei uma tabelinha, com nomes, templos, sagas... tenho certeza que vai ajudar enquanto não me acostumo com os nomes japoneses.

A cada volume, a história consegue ficar melhor. Mas, o volume 5 é espetacular. Assim que terminei de ler, recomecei. Magnífico! E estou numa angústia infindável na espera do volume 6.

Não pretendo escrever um texto para cada volume, até por que acumulo os números para ler junto, de uma vez. De forma que pretendo publicar um texto a cada 5/6 meses, dependendo da empolgação com a história.
Se ficar apegado a uma folha, não enxergará a árvore. Se ficar apegado a uma árvore, não enxergará a floresta. Não deixar o espírito fixo sobre um único ponto. Não ver o detalhe para enxergar o todo. Esse é o verdadeiro significado da "visão".

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Surtada na dieta, v.1 - Neonb, Caramel

O ilustrador sul-coreano Caramel passou por uma experiencia de perda de peso muito grande e se juntou com a sua esposa, Neonb, para contar como foi essa prova através da coleção Quero emagrecer.

No volume 1, chamado Surtada na dieta, conhecemos Sujee, uma gorda sedentária que "vive" de dieta e nunca consegue perder uma grama sequer. Aos poucos compreendemos que Sujee, por falta de conhecimento, se alimenta de forma errada, faz dietas malucas e sem sentido e acaba sendo vítima de "tratamentos milagrosos", que afinam o bolso e não a cintura. A reviravolta acontece quando Sujee conhece Chan-Hee, um personal trainer meio enrolado e grosso mas que coloca Sujee no caminho certo para o emagrecimento.

A partir daí somos presenteados com várias situações típicas de quem faz dieta, as armadilhas, as tentações. Entre um capítulo e outro recebemos dicas e passamos a saber mais sobre o efeito sanfona, metabolismo, e por aí vai.

Além disso, existe uma história paralela, que pra mim é o ponto alto do livro. Essa história se passa dentro do corpo de Sujee, a Sujeelandia. Lá as gorduras tomam conta de tudo e os músculos sofrem com problemas existenciais e moram na favela. À medida em que Sujee faz a dieta de forma correta, vemos as transformações acontecendo internamente no corpo dela. Muito bom e super didático.

É um livro em quadrinhos, as ilustrações são lindas, engraçadas. O texto é bem humorado e cheio de dicas valiosas. É impossível não se identificar com alguma fase da dieta de Sujee. Infelizmente, os dois últimos volumes da trilogia ainda não foram lançados no Brasil.

Aguardo ansiosamente pelo desfecho dessa história.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

O Cão que Guarda as Estrelas - Takashi Murakami

O último livro de 2014 foi na verdade um mangá. 

São duas histórias interligadas. A primeira é ama aventura linda de um senhor desempregado com o seu cãozinho, Happy. Sem dinheiro nem família, esse senhor viaja em direção ao interior do Japão, em busca das suas raízes, sempre acompanhado por Happy, que é também o narrador da história. Na segunda parte, temos o agente social Okutso, que tem a sua própria história com um cãozinho diferente e procura fazer uma boa ação para compensar seus erros do passado.

É um livro engraçado, triste e muito bonito. A primeira história é mais emocionante e toma mais tempo do livro. Já a segunda parte é mais curta e mais triste, mas mesmo assim tem um final belíssimo, de arrancar lágrimas. Além disso, é bastante original um cãozinho como narrador da história. Gostei também de as duas histórias não respeitarem uma ordem cronológica na narrativa, a primeira começa pelo fim, e a segunda intercala momentos no presente e no passado.

Esse livro/mangá é leitura boa para todo mundo, mas tenho certeza que terá um sabor mais especial para aqueles leitores que tem seus cãezinhos (filhinhos? amigos?) em casa.

Vi a indicação desse mangá no canal do youtube Tiny Little Things.
"Hoshi mamori inu" - em tradução literal, o cão que guarda as estrelas. É uma expressão japonesa usada para descrever uma pessoa que quer algo impossível. a origem vem da imagem do cachorro que fica olhando para o céu como se desejasse a estrela"