Apesar de ser ateísta, sempre defendi que o mundo seria um
lugar muito pior de se viver se não houvesse religião. Mas depois de ler este livro, tenho cá as minhas
dúvidas. O autor defende que toda religião é um mal que deve ser extinto.
Associa religião a intolerância, ignorância e preconceito, e elenca uma série
de erros e mancadas da bíblia.
Para mim, que sou novata em assuntos religiosos, foi surpreendente
descobrir que a concepção imaculada de Jesus, na verdade, foi um erro de
tradução. Que a bíblia apoia a escravidão
e que Madre Teresa pensava absurdos sobre o aborto.
É ou não é um absurdo existir devotos de Poseidon nos dias
de hoje? Eu hein...
Pois bem, está aí um livro para refletir sobre o papel da
religião e a utilidade da fé na nossa sociedade.
Melhor parte: Todo o capítulo A verdadeira moralidade, sobre
a implicância das religiões com o desenvolvimento de pesquisas científicas com
células tronco. O capítulo é muito bem fundamentado e os argumentos são brilhantes.
“Os que tem o poder de eleger presidentes, deputados e senadores – e muitos dos que são eleitos – acreditam que os dinossauros sobreviveram aos pares na arca de Noé, que a luz de galáxias distantes foi criada a caminho da Terra e que os primeiros membros da nossa espécie foram modelados a partir do barro e do hálito divino, em um jardim com uma cobra falante, pela mão de um deus invisível."

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